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Projeto Caatinga

Descrição sumária

A Timbaúba é uma das árvores de maior porte da Caatinga, classificada como espécie pioneira, de rápido crescimento inicial e muito rústica.

Timbaúba adulta.

Nomenclatura científica

Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong, espécie arbórea nativa da Caatinga, pertencente à ordem Fabales e à família Fabaceae-Mimosoideae (APG III, 2017).

Nomes comuns

Conhecida popularmente como: orelha-de-negro, timboril, orelha-de-macaco, timbaúba, timbaúva, timboúva, timbó, tambaré, ximbó, pau-de-sabão pacará, vinhático-flor-de-algodão (LORENZI, 2008); (ARAUJO; SOBRINHO, 2011).

Importância cultural/econômica

 

Presença de saponinas nos frutos e cascas, substâncias que se caracterizam pela formação de espuma e aproveitadas para produção de sabões.

Importância ecológica

Espécie indicada para reflorestamento de áreas degradadas, em plantios mistos, por apresentar crescimento rápido inicial

Fenologia

Floresce entre períodos de meados de setembro até novembro. A maturação dos frutos ocorre durante os meses de junho a julho, no entanto permanecem na árvore por mais alguns meses (LORENZI, 2008).

 

Árvore desfolhada com frutificação.

Ecofisiologia

A eficiência do crescimento de mudas está relacionada à habilidade de adaptação das plântulas às condições de intensidade luminosa do ambiente (MELLO, 2008). A disponibilidade de luz em ambientes florestais é um dos fatores que influenciam, ali, o desenvolvimento das plantas; em função da sua resposta a este fator, as espécies podem ser classificadas como pioneiras ou heliófitas (requerem radiação solar direta para a germinação e crescimento satisfatório) e clímax ou umbrófilas (tolerantes ao sombreamento inicial, podendo germinar e desenvolver-se em dossel fechado, com pouca luz) (SWAINE & WHITMORE, 1988).

Inúmeros fatores ambientais, dentre eles disponibilidade de luz, água, temperatura e condições edáficas, influenciam no desenvolvimento das espécies vegetais. O suprimento inadequado de um desses fatores pode reduzir drasticamente o vigor e limitar o desenvolvimento (Scalon et al., 2001). Dentre esses fatores, a luz, especialmente se considerando sua intensidade, é vital ao desenvolvimento das plantas podendo interferir, entre outros processos, na taxa de fotossíntese e crescimento vegetativo (FELFILI et al., 1999).

Distribuição geográfica

A ocorrência da espécie abrange as regiões do Pará, Maranhão e Piauí até o Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, nas florestas pluviais e semidecídua. É particularmente frequente na floresta latifoliada semidecídua da bacia do Paraná (LORENZI, 2008).

Referências

  1. APG III. Angiosperm phylogeny. Disponível em: <http://www.mobot.org/MOBOT/research/APweb/>. Acesso em: 25 de janeiro de  2018.
  2. ARAÚJO, A. P.; SOBRINHO, P. Germinação e produção de mudas de tamboril (Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong) em diferentes substratos. Revista Árvore, Viçosa, v. 35, n. 3, p. 581-588, 2011.
  3. FELFILI, J. M. et al. Comportamento de plântulas de Sclerolobium paniculatum Vog. Var. rubiginosum (Tul.) Benth sob diferentes níveis desombreamento em viveiro. Revista Brasileira de Botânica, São Paulo, v. 22, n. 2, p. 297-301, 1999.
  4. LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. Nova Odessa. Plantarum. 5ed. 384p. 2008.
  5. MELLO, R. R. Crescimento inicial de mudas de Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong sob diferentes níveis de luminosidade. Revista Brasileira de Ciências Agrárias, Recife, v. 3, n. 2, p 138-144, 2008.
  6. SWAINE, M.D.; WHITMORE, T.C. On the definition of ecological species groups in tropical rain forests. Vegetatio, v.75, p.81-86, 1988.

3 de fevereiro de 2018. Visualizações: 3360. Última modificação: 04/04/2020 11:12:46