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Projeto Caatinga

Cumaru adulto em uma reserva legal no município de Upanema-RN.

Descrição sumária

Árvore típica da Caatinga que pode chegar a 20 m de altura. Possui tronco com casca em tons avermelhados que se soltam em finas camadas e frutos do tipo vagem com uma única semente oleaginosa. Tanto as cascas quanto as sementes são conhecidas pelo seu potencial medicinal em tratamento de problemas respiratórios.

Nomenclatura científica

A espécie Amburana cearensis encontra-se, atualmente, na classe Equisetopsida C. Agardh, subclasse Magnoliidae Novak ex Takht., superordem Rosanae Takht., ordem Fabales Bromhead, família Fabaceae Lindl., gênero Amburana Schwacke & Taub. (TROPICOS.ORG).

Erro de nomenclatura

Na região Amazônica ocorre, especialmente no Acre e Rondônia, a Amburana acreana (Ducke) A.C. Sm., uma espécie afim que possui as mesmas propriedades da A. cearensis. Porém, de porte muito maior, sendo considerada por alguns autores como a mesma espécie (LORENZI, 2008).

Rizzini (1978) cita que, apesar das duas espécies serem muito parecidas, a A. cearensis apresenta folíolos, em número de 7-11 por folha, arredondados e emarginados no ápice, e inflorescências menores e mais compactas, enquanto que A. acreana possui 17-25 folíolos agudos e inflorescências maiores e mais frouxas.

Nomes comuns

Cumaru, Cerejeira, Cerejeira-rajada, Cumaru-das-caatingas, Imburana-de-cheiro, Amburana, Cumbaru, Umburana-macho (LORENZI, 2008; RIZZINI, 1978; MAIA, 2012).

Segundo Maia (2012), na Argentina a espécie é conhecida pelo nome vulgar Roble criollo, na Bolívia como Tumi, no Paraguai como Palo rébol e no Peru como Ishpingo.

Importância ecológica

A. cearensis é uma espécie decídua, heliófita, seletiva xerófita, com características de afloramentos calcários e terrenos secos em matas decíduas (LORENZI, 2008). É uma espécie pioneira, comum em vegetação secundária, que necessita de sombra na fase inicial de crescimento. No Ceará, o cumaru é uma árvore importante que se adapta a todos os tipos de solo, preferindo terras arenosas e profundas e é facilmente encontrada nas meias encostas secas da caatinga e nos solos profundos de tabuleiros. É bastante sensível ao fogo, mas com bom desenvolvimento e bastante tolerante (MAIA, 2012).

Fenologia

O Projeto Caatinga monitora 10 indivíduos de Cumaru em área de reserva legal no município de Upanema – RN.

Acompanhamento fenológico de 10 indivíduos de Cumaru na Fazenda Baixa da Oiticica, Upanema, RN.

Distribuição geográfica

A espécie A. cearensis ocorre nas regiões áridas do Brasil, especialmente nas caatingas nordestinas (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco) (MAIA, 2012; RIZZINI, 1978). É encontrada, também, desde Minas Gerais até a Argentina (norte), Paraguai (nordeste), Bolívia (sul) e Peru (nordeste). No Brasil, a amplitude ecológica da espécie vai desde a caatinga até a floresta pluvial do vale do Rio Doce, nos estados do ES e MG, e abrange também os afloramentos calcários e as matas decíduas do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. (MAIA, 2012).

Referências

  1. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. 5. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. Vol. 1. 384 p.

  2. LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: Nativas e Exóticas. 2. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. Vol. 2. 576 p.
  3. MAIA, G. N. Caatinga: árvores e arbustos e suas utilidades. 2. ed. Fortaleza, CE: Printcolor Gráfica e Editora, 2012. 413 p.

  4. RIZZINI, C. T. Árvores e Madeiras Úteis do Brasil: Manual de Dendrologia Brasileira. 2. ed. São Paulo, SP: Blucher, 1978. 304 p.

31 de março de 2018. Visualizações: 3393. Última modificação: 27/05/2020 15:35:59