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Projeto Caatinga

Descrição sumária

Árvore de médio a grande porte, comum na região Nordeste, ornamental devido a sua floração alaranjada exuberante.

Nomeclatura científica

O Mulungu (Erythrina velutina Willd.) da Divisão Angiospermae, Clado Eurosídeas I, Ordem Fabales (Cronquist classifica-a como Rosales), Família Fabaceae (Cronquist classifica como Leguminosae), Subfamília Faboideae (Papilionoideae), Gênero Erythrina, Subgênero Erythraster Barneby & Krukoff Seção 26: Erythraster, Espécie Erythrina velutina Willdenow (RAMALHO, 2008).

Copa do Mulungu

Nomes comuns

Apresenta diferentes nomes vulgares, dependendo da localidade, tais como: no Ceará, bucaré, mulungú e mulungú-da-flor-amarela; em Minas Gerais, muchôco e mulungá; na Paraíba, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte, no Estado de São Paulo e em Sergipe, mulungú (RAMALHO, 2008).

Importância cultural/econômica

Sua madeira é usada na fabricação de tamancos e jangadas, brinquedos e caixotes. A árvore é ornamental e usada no paisagismo, arborização de ruas, jardins e alamedas. É usada como sombra para outras árvores e como cerca viva. Suas flores são frequentemente visitadas por pássaros (LORENZI, 2002). Atribui-se a sua casca propriedades sudorífica, calmante, emoliente e peitoral, ao seu fruto seco, ação anestésica local e quando usado na forma de cigarro, como odontálgico (RAMALHO, 2008).

Importância ecológica

O mulungu é uma espécie de grande resistência à seca, apresentando rusticidade e rápido crescimento, podendo ser utilizada em projetos de recuperação de áreas degradadas. Durante seu período de floração, em setembro e outubro, apresenta-se desfolhada no semiárido, porém completamente florida (LORENZI; MATOS, 2002) representando importante recurso para os insetos.

Distribuição geográfica

Ocorre de forma natural no Brasil, nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe (RAMALHO, 2008).

 

Referências

  1. RAMALHO, P. E. C. Espécies arbóreas brasileiras. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo: Embrapa Florestas, 2008. v. 3.
  2. LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 2. ed. v.1. Nova Odessa: Instituto Plantarum. 2002. 368p.
  3. LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda., 2002. 512 p.

 

10 de dezembro de 2018. Visualizações: 1916. Última modificação: 02/04/2020 12:06:26